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A Lidl vai lançar na próxima semana um aparelho aprovado por Martin Lewis, ideal para ajudar as famílias a enfrentarem o inverno.

Mulher liga um dispositivo a uma tomada na parede enquanto uma caneca de café está na mesa.

O primeiro frio chega sempre numa terça-feira ao fim da tarde. Está a meio de mexer uma panela de massa quando o sente a entrar por baixo da porta, a roçar nos tornozelos, a lembrar-lhe que a conta do aquecimento está prestes a doer. De repente, o termóstato parece mais uma conta bancária do que um botão. Fica ali, colher na mão, a fazer contas de cabeça: casa quente ou um débito direto um bocadinho menos assustador.

Todos já passámos por isso - aquele momento em que se estica para a manta em vez de ligar a caldeira.

Agora, um dos supermercados mais baratos do Reino Unido está prestes a meter algo novo nessa equação. Algo pequeno. Algo barato. E algo discretamente apoiado pelo próprio Martin Lewis.

O novo gadget de inverno da Lidl que está a pôr os poupados em alvoroço

Na próxima semana, a Lidl vai lançar um gadget em promoção de que os geeks da energia e os fóruns de poupança já andam a sussurrar. É um monitor de consumo de energia de ligar à tomada - daqueles que se colocam entre o aparelho e a tomada para ver exatamente quanta eletricidade está a “engolir”. No papel, parece aborrecido. Num inverno frio e com o orçamento apertado, é tudo menos isso.

Há muito que Martin Lewis incentiva as famílias a usar monitores de energia para detetar aparelhos “vampiro” que consomem eletricidade em segundo plano. Agora, a Lidl entra com uma versão económica precisamente quando as temperaturas e as tarifas voltam a subir. O timing não é por acaso.

Imagine isto: uma moradia geminada em Leeds, dois miúdos, um cão, e ambos os pais a trabalhar a partir de casa alguns dias por semana. No inverno passado, a fatura mensal saltou de 120£ para 260£ sem mudarem nada de óbvio. Culparam a caldeira, os miúdos, o tempo, o governo - toda a gente levou a sua parte.

Depois, finalmente, usaram um monitor de energia de tomada. O culpado não eram os radiadores. Era uma máquina de secar roupa com dez anos e uma consola de jogos permanentemente ligada, a gastar energia dia e noite. Ao detetarem esses dois, conseguiram cortar mais de 40£ por mês. Um ecrã minúsculo, duas mudanças simples, e de repente os números começaram a fazer sentido.

Esse é o poder silencioso de um gadget como o que a Lidl vai pôr no corredor do meio. Não aquece a casa nem muda a tarifa. Dá-lhe conhecimento. E em 2024, conhecimento é uma estratégia de aquecimento.

As empresas de energia mostram gráficos de consumo, mas raramente dizem quanto custa um único aparelho por hora, por ciclo, por um domingo preguiçoso de “deixar ligado”. Um monitor de tomada faz exatamente isso. Liga-se, põe-se a funcionar, vê-se a potência a subir, e percebe-se que aquele velho radiador a óleo no quarto de hóspedes está basicamente a queimar-lhe a carteira. Depois de ver os números em tempo real, é muito difícil deixar de os ver.

Como o monitor de energia da Lidl funciona na prática em casas reais

Usar um dispositivo como o que a Lidl está a lançar é surpreendentemente simples. Liga o monitor à tomada. Depois liga o aparelho - aquecedor, desumidificador, air fryer, o que for - ao monitor. Assim que o liga, o ecrã mostra quantos watts está a consumir. Se o deixar a funcionar durante uma hora, verá quilowatt-hora (kWh), a mesma unidade pela qual o seu fornecedor lhe cobra.

A partir daí, é um pequeno salto para o dinheiro. Introduza o valor da sua tarifa (por exemplo, 28 pence por kWh) e o gadget dir-lhe-á exatamente quanto está a custar esse aquecedor elétrico “aconchegante” ao longo da noite. Sem palpites, sem esperanças.

A jogada inteligente é transformar isto numa mini-investigação de uma semana. Um dia para a chaleira e o micro-ondas. Outro para a TV, a barra de som e as consolas. Depois os grandes suspeitos: aquecedores elétricos, frigoríficos antigos, estendais aquecidos, desumidificadores. Não precisa de uma folha de cálculo; basta apontar por alto no telemóvel.

As famílias que fazem isto muitas vezes descobrem um ou dois choques. O segundo frigorífico na garagem a trabalhar 24/7. O aquecedor do aquário a gastar mais do que a TV. O toalheiro elétrico da casa de banho que nunca foi realmente desligado. Um monitor ao preço da Lidl pode transformar-se numa história de detetive durante todo o inverno - com um prémio bem real no fim.

A lógica é simples. Não pode controlar o preço por kWh, mas pode influenciar seriamente quantos kWh gasta. Sem dados reais, a maioria de nós sobrestima coisinhas como carregadores de telemóvel e subestima os grandes consumidores como máquinas de secar e aquecedores elétricos.

Sejamos honestos: quase ninguém lê a fatura de energia linha a linha todos os meses. Um monitor barato e portátil corta o jargão. Mostra um número num ecrã pequeno, ali mesmo na cozinha ou no quarto, enquanto o aparelho está a funcionar. É por isso que o especialista em finanças Martin Lewis tem recomendado repetidamente este tipo de ferramenta nos seus programas e no seu site - não como uma solução mágica, mas como uma lanterna numa sala escura e cara.

Transformar um gadget de 10–15£ em poupanças reais no inverno

A forma mais eficaz de usar o monitor da Lidl é concentrar-se no que fica ligado durante horas. Comece por tudo o que aquece ou arrefece: radiadores, termoventiladores, radiadores a óleo, desumidificadores, cobertores elétricos, mantas aquecidas. Use cada um como costuma usar durante 30–60 minutos e anote o custo que o monitor mostra.

Depois compare. Se o termoventilador custa 70 pence por hora e a manta aquecida custa 6 pence, isso é um empurrão forte para repensar essas noites frias. Um fim de semana de testes, feito com atenção, pode dar-lhe uma hierarquia clara de “calor barato” versus “assassinos da fatura”.

Muita gente culpa-se pelo consumo de energia. Imagina que cada lâmpada é um desastre e cada aparelho é um crime. Isso é exaustivo - e não é verdade. As grandes poupanças costumam vir de meia dúzia de aparelhos, não da casa toda.

A armadilha é ignorar tudo ou tentar mudar absolutamente tudo. Ambos levam ao esgotamento. Um monitor económico ajuda-o a focar-se nos 2–3 piores culpados e a relaxar quanto ao resto. É aí que o lançamento da Lidl encaixa - pequeno gasto, impacto direcionado. E se se esquecer de testar um ou dois aparelhos? Não faz mal. Não está a falhar um exame; está apenas a ficar menos às cegas.

Martin Lewis tem dito há anos que saber quanto custa cada aparelho “transforma a adivinhação em controlo”. O ponto dele é simples: não se corta o que não se vê.

  • Identifique os seus aparelhos “vampiro”
    Use o monitor em tudo o que fica ligado e morno: TVs antigas, boxes, routers, impressoras. Desligue da tomada ou use temporizadores nos piores casos.
  • Dê prioridade a fontes de calor baratas
    Compare aquecedores elétricos com mantas aquecidas, botijas de água quente e cobertores elétricos. Ajuste a rotina para opções que custam cêntimos, não libras.
  • Teste hábitos fora de horas de ponta
    Se tiver tarifas por período horário, use o mesmo aparelho em horas diferentes e veja como o custo muda. Organize o dia em torno das faixas mais baratas quando puder.

Porque é que este ecrã minúsculo toca num nervo tão grande este inverno

A chegada do gadget da Lidl “aprovado” por Martin Lewis vai mais fundo do que tecnologia ou tarifas. Cai no meio de uma conversa nacional sobre como atravessar o inverno sem viver com medo da fatura. As pessoas estão cansadas. Cansadas de sermões, cansadas de aumentos, cansadas de se sentirem culpadas por quererem uma sala quente às 20h.

Um monitor de plástico não resolve a crise energética. Mas dá às pessoas algo de que andavam a precisar em silêncio: uma sensação de controlo que não exige um curso de engenharia nem um prémio de lotaria.

Imagine amigos a trocar capturas de ecrã das leituras em grupos. “Adivinha quanto custa o meu frigorífico velho por dia.” “Nem imaginas o que o meu desumidificador está a fazer.” Parece nerd, mas é assim que os hábitos se espalham hoje - através de pequenas descobertas partilhadas no WhatsApp, TikTok e grupos de Facebook.

O corredor do meio da Lidl tem um talento estranho para lançar estas micro-tendências. Numa semana são air fryers, depois desumidificadores, depois mantas aquecidas. Desta vez, é a ferramenta que o ajuda a escolher entre todas elas. Nada glamoroso. Discretamente poderosa.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
Ver custos em tempo real O monitor mostra watts, kWh e custo estimado enquanto os aparelhos funcionam Transforma o consumo de energia de adivinhação em números claros e visíveis
Caçar dispositivos “vampiro” Testar gadgets sempre ligados como consolas, frigoríficos, routers, aquecedores Identificar algumas mudanças-chave que podem reduzir a fatura mensal
Planear melhor o calor no inverno Comparar aquecedores, mantas, estendais e cobertores diretamente Escolher formas mais baratas de manter o conforto sem sacrificar o bem-estar

FAQ:

  • Quando é que a Lidl deverá lançar o monitor de energia?
    Normalmente o stock chega no início da semana ao corredor do meio, com promoções por tempo limitado; por isso, consultar o próximo folheto semanal ou a app para a data exata é a melhor opção.
  • Quanto deverá custar o gadget da Lidl?
    Com base em promoções semelhantes da Lidl e da Aldi, os monitores de energia de tomada costumam ficar na ordem das 10–15£, muito abaixo de muitos sistemas de casa inteligente.
  • É o mesmo dispositivo que o Martin Lewis vende?
    O Martin Lewis não vende gadgets; recomenda, isso sim, a ideia de monitores de tomada em geral como forma de compreender e reduzir o consumo.
  • Funciona com qualquer eletrodoméstico?
    Deverá funcionar com dispositivos standard de ficha até à carga máxima indicada, o que normalmente abrange aquecedores, air fryers, TVs, consolas e mais.
  • Pode substituir um contador inteligente (smart meter)?
    Não. Um contador inteligente mede o consumo da casa inteira; um monitor de tomada foca-se em aparelhos individuais, dando-lhe detalhe sobre o que está a pesar mais na fatura.

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